sábado, 28 de novembro de 2009

Kalú - Histórias Xutos & Pontapés


"Uma vez na tornée calhou-me ficar no mesmo quarto com o Botas e combinámos fazer uma partida ao Tim que estava no quarto ao lado. Eu fui buscar um copo cheio de água e, naquela porreira, fui à varanda, chamei o Tim, calculei bem... e encharquei-o todo, Eu e o Botas ficámos a rir à gargalhada na cara dele.
Quando à noite voltámos ao quarto comecei naquela conversa com o Botas, estilo "Oh Botas, já lavaste os pés?, deixa as botas na casa de banho e fecha a porta!" - era a conversa do custume, porque ningém imagina como cheiram os pés do pessoal ao fim de andar uma semana na estrada sem direito a banho. Deitei-me, e senti um cheiro danado. Até adormecer chamei todos os nomes ao Botas, em pensamento: "Filho da puta, enganou-me, agora tenho que levar com este cheirete..." Na mesma altura, e sem eu saber, estava o Botas a pensar o mesmo de mim. Quando acordei, o cheiro estava mais pestilento que nunca, parecia que estava enfiado no meu nariz... Foi aí que o Tim apareceu de carinha de água ... "Venho buscar as minhas meias..."
Pois é, o gajo para se vingar tinha metido as meias entre a fronha e a almofada.
Umas meias que tinham mais de cinco dias de uso..."

(Kalú, in Conta-me Histórias, Xutos & Pontapés)

Zé Pedro - Histórias Xutos & Pontapés


"Pois foi... Comprámos todos daquelas pistolas de fulminantes, chapéus mexicanos e tambores...
Bem, era uma cena de nem passar pela cabeça. Fartáva-nos d disparar à entrada das povoações e dávamos gritos como se fôssemos fazer um assalto... Um dia estávamos nessa quando ouvimos um comboio, pussemos lenços a tapar a cara e desatámos aos tiros pendurados da janela da carrinha...Mas o comboio apareceu do outro lado. Estávamos mal posicionados!"


(Zé Pedro, in Conta-me Histórias, Xutos & Pontapés.)

Gui - Histórias Xutos & Pontapés


Num fim-de-semana em que houve problemas com as dormidas o Tenrinho ficou sem quarto. O Gui acordou durante a noite para ir à casa de banho e viu-o deitado no chão do corredor a dormir. O Gui ainda estava um bocado b'zana, porque o pessoal tinha passado a noite a beber tequillas-rápidas, então começou numa choradeira que acordou a meia-pensão, por fim levou o Tenrinho para o quarto dele. O Gui bebia, mas ficava sempre muito fresquinho, e logo de manhã fartava-se de falar. A malta só dizia: " Eh pá, oh Gui, aguenta lá lá um bocadinho, ainda não..."

Ele é lixado, um dia veio de Vida Praia de Âncora até Lisboa, 400km, horas e horas de viagem sem se calar...pimba-pimba-pimba e para nos gozar dizia: "Vou-me calar durante o próximo quilómetro", calava-se dois segundos e gritava: "Eeeeeeh acreditaram!"
(Pedro Lopes, in Conta-me Histórias, Xutos & Pontapés)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Yah Bue Homem

Houve um atrasado mental, que achou que era radical se escrevesse isto na parede.
Uma espécie de carimbo de virilidade.
Teve tanto de maluco quando escreveu "puta", como quando, certamente levado pelo rasgo de criatividade, rematou com um "fuck", não deixando qualquer espécie de dúvidas sobre quem é o campeão daquela zona.
Agora era tatuar-lhe isto na testa, para ele poder mostrar a toda a gente e não só a quem passa pela parede.

Granda maluco.
Temos homem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Choque

Ontem vi a primeira árvore de Natal.
Iluminada.
Num centro comercial.
Doze de Novembro.
Doze de Dezembro já seria um bocadinho cedo, mas foi a doze de Novembro que uma pessoa decidiu plantar um pinheiro no C.C.Colombo porque ia bem com a decoração do mesmo.
O mundo anda com demasiada pressa.
Queremos tudo fora da data, como se os calendários fossem acertados ao gosto de cada um.

Pelo sim pelo não, cá vai:
Um feliz ano novo para todos os leitores.